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OSTEOPATIA

 

 Dr. Almir Motta  |  Fisioterapeuta

 Formado pela PUC Pontifícia Universidade Católica de Curtiba/PR

 Pós Graduado em Fisioterapia Esportiva

 Especialista em Osteopatia

 Diversos cursos em terapias manuais

 Profissional de RPG e fisioterapia convencional

 Tratamento para refluxos.

 Proprietário da Clínica de Fisioterapia em São Lourenço do Oeste/SC

 

Sobre o método OSPEOPATIA:

A Osteopatia é uma técnica de tratamento manual, criado no fim do século XlX pelo médico Andrew Taylor Still.

Esta técnica se baseia no perfeito funcionamento do aparelho músculo-esquelético, que é uma estrutura altamente vascularizada e inervada que serve de sustentação e passagem de informações, permitindo a harmonia corporal e emocional. Sendo assim, quando esta estrutura não está em perfeitas condições, ocorrerão disfunções a nível celular gerando um desprazer estrutural, surgindo dores progressivas.

O seu principal objetivo é restaurar a mobilidade do aparelho musculo-esquelético, reequilibrando deste modo todo o organismo.

A osteopatia atua através de um tratamento manual e natural, uma vez que o corpo possui em si a capacidade de se regenerar e equilibrar, por isso a função de um Osteopata é ajudar o organismo nesse processo.

A osteopatia atua em músculos, ligamentos, nervos, articulações e órgãos, através de uma vasta gama de técnicas manipulativas, tanto em tecidos moles como a pele, tanto a nível estrutural como nos ossos.

 A osteopatia ajuda o paciente a conseguir uma postura correta e a realizar todos os movimentos sem dor, recuperando a harmonia corporal dando-lhe novamente uma sensação de bem estar e saúde.

O osteopata para além de trabalhar em situações já existentes também atua preventivamente evitando que surjam casos mais complicados.

É ainda eficaz como complemento a práticas psicológicas e médicas, uma vez que se baseia numa abordagem holistica encarando o corpo como um todo inserido no seu meio ambiente.

 

Algumas áreas de intervenção:

      • Alterações do sistema nervoso           • Cervicalgias, dorsalgia e lombalgias         • Desvios vertebrais

      • Dores articulares                                 • Dores de cabeça                                        • Dores musculares       

     • LER  e DORT                                       .• Nevralgias em geral                                  • Entre outras …

     • Parestesias (dormência dos membros)     

 

Osteopatia para refluxo em bebês e crianças

Choro, vômito, azia, engasgos e perda de peso são alguns sintomas do Refluxo Gastroesofágico (RGE) em bebês. E o tratamento osteopático pode ajudar a resolvê-los. “A medicina osteopática utiliza técnicas suaves em bebês que apresentam especificidade no quadro de refluxo, torcicolo congênito, problemas respiratórios e cólica. No Brasil, ela é uma especialidade do fisioterapeuta trazida na década de 90 pela Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional”, explica o fisioterapeuta e osteopata Dr.  Mauro Gemelli.

O diferencial da Osteopatia é a abordagem terapêutica focada na causa do problema. Os sintomas que vemos no Refluxo Gastroesofágico (RGE), como regurgitação, irritabilidade, engasgos, aspirações, perda de peso e rejeição ao leite materno, são apenas consequências da doença, que melhoram ao eliminar as causas. “As causas do RGE para a Osteopatia são tensões na região crânio-cervical e abdominal/diafragmática, que geram uma dificuldade no funcionamento normal do esôfago, estômago e da válvula que restringe o refluxo (esfíncter esofágico inferior). Se a válvula não ‘fecha bem’, o conteúdo do estômago volta para o esôfago (o que provoca azia, choro, irritabilidade) e pode chegar até a boca do bebê (vômito). O uso de manobras suaves, porém específicas sobre essas tensões, normalizam a função e impedem que o refluxo disfuncional ocorra”, explica. Em

2014 foi realizado o primeiro estudo no mundo com a aplicação de um protocolo de tratamento osteopático em um grupo de bebês entre 0 a 1 ano de idade, que demonstrou que a osteopatia trata as causas do refluxo, enquanto o uso de medicamentos apenas alivia os sintomas. Isso fica mais evidente quando estudos demonstraram que o refluxo pode continuar com a criança de forma oculta até a fase adulta, com manifestações respiratórias, como a asma, a bronquite, rinite e sinusite.

Segundo o Dr. Mauro Gemelli, com uma média de quatro sessões, uma vez na semana, é possível reestabelecer esse equilíbrio funcional, que vai proporcionar melhora do controle motor da criança e vai evitar diversos problemas decorrentes desses diagnósticos não tratados de forma efetiva. E a Osteopatia é preventiva. Em países da Europa é habitual levar os bebês após o nascimento ao osteopata. Por isso, não espere seu filho apresentar sintomas, agende uma consulta preventivamente.

Dr. Mauri Gemeli - CREFITO 65153F Doutorando em Tecnologia Assistiva (UTFPR),  Formação Internacional em Osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional,  Mestre em Osteopatia Pediátrica (UTFPR),  Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Especializando em DTM e dor Orofacial pela Universidade Tuiuti do Paraná, Professor dos Cursos de Pós Graduação em "Osteopatia Clínica" e "Fisioterapia em Neonatologia" da Faculdade INSPIRAR , Coordenador da Escola de Osteopatia Internacional Inspirar,  Membro da Liga Sem Dor de Curitiba - INC.

http://manualdamamae.com/texto/detalhes/Osteopatia-para-refluxo-em-bebes-e-criancas

 

O que a osteopatia pode fazer pelos bebês.

Cólicas, distúrbios do sono, irritabilidade, obstipação, bolçar excessivo, otite. Estes são alguns dos habituais problemas dos bebés nos primeiros tempos de vida. A osteopatia pediátrica pode ajudar a resolvê-los.

Dentro da barriga da mãe, o bebê vai crescendo e o espaço diminuindo. As formas maternas vão deixando no corpo uma memória postural. Depois, vem o trabalho de parto, sujeitando o bebê a sucessivas compressões. Muitas vezes, utiliza-se ocitocina artificial para acelerar o parto, o que produz contrações irregulares ainda mais fortes do que as naturais. Por fim, se for necessário o recurso a fórceps ou ventosa, novas forças são exercidas sobre o corpo do bebê. Todos estes acontecimentos podem provocar alterações na estrutura física do recém-nascido. Normalmente não são lesões graves, nem visíveis, por isso, não são facilmente identificáveis aos olhos dos pais ou do pediatra. Mas muitos dos habituais problemas dos bebês nos primeiros dias de vida podem ter origem nestas situações.

Vanessa Faria Lopes, osteopata com especialização em osteopatia pediátrica, explica como: “Um dos ossos sujeito a grandes forças de compressão pelas contrações, bem como pela passagem pelo canal vaginal, é o occipital (osso do crânio), que se encontra situado acima da primeira vértebra cervical (pescoço). Entre o occipital e o pescoço encontra-se um pequeno espaço designado por foramen jugular. Daqui saem quatro nervos cranianos, os quais são responsáveis pela enervação do palato, da faringe, cordas vocais, base da língua, função respiratória, ritmo cardíaco e grande parte do aparelho digestivo. Se as forças do parto comprimirem o occipital, isso implicará uma compressão sobre estes quatro nervos. Isto pode originar cólicas, refluxo gástrico, bolçar excessivo, dificuldade na sucção e alteração do ritmo respiratório e cardíaco.” No entanto, a osteopata faz questão de ressalvar que a cesariana não traz mais benefícios ao bebê neste aspecto. “O parto normal, por ser um processo fisiológico natural, representa, na maior parte das vezes, vantagens para o corpo do bebê.”

 

Consultas suaves

Na consulta, o osteopata começa por fazer uma entrevista, colocando questões aos pais sobre a gravidez e parto. Deitado em uma maca, o bebê é observado e apalpado e as alterações são reavaliadas e corrigidas, como descreve o osteopata Gonçalo Costa, também com especialização em osteopatia pediátrica: “É uma correção menos direta que nos adultos. A delicada constituição óssea e cartilaginosa dos bebês não tolera manipulações de impulso. Uma grande percentagem do trabalho com bebês é feita ao nível craniano.”

Ao contrário das consultas de pediatria, em que o bebê é praticamente ‘virado do avesso’ para que tudo possa ser analisado, medido e pesado, nas consultas de osteopatia reina a tranquilidade e a suavidade. “No primeiro mês, quase todos os bebês passam a consulta dormindo. Até aos três meses já têm uma atitude mais interessada. A partir dos seis meses, tornam-se mais participativos”, conta Gonçalo Costa.

Outra situação muito comum no recém-nascido é o torcicolo, em que o bebé mantém a cabeça quase sempre virada para o mesmo lado, conseguindo virá-la também para o outro lado, embora de uma forma muito restrita. Apesar de ser uma situação comum e que poderá desaparecer naturalmente com o tempo - não por se tratar sozinha, mas por outras estruturas a compensarem mecanicamente - o osteopata normaliza-a corrigindo fáscias (tecido conjuntivo entre a pele e as massas musculares), músculos, crânio e coluna. Também nas otites, a osteopatia pode ser útil. “Através da manipulação craniana, obtém-se uma abertura nas trompas de Eustáquio que assim libertam o conteúdo inflamatório/infeccioso, tendo as crianças melhorias significativas”, explica Gonçalo Costa. Parece impossível que a osteopatia possa tratar tantos e tão diferentes problemas. Mas isto só acontece porque a osteopatia vê o corpo como um todo. É que muitas vezes a origem de um sintoma não está no local afetado. “Uma alteração no joelho vai obrigar que a anca e a bacia tenham de se adaptar. Quando a bacia e a anca atingirem o seu limite de tolerância de compensação, o corpo vai começar a exigir a mesma atitude compensatória da coluna lombar. A mesma lógica aplica-se a outras estruturas mecânicas ou viscerais.”

 

Situações em que a osteopatia pode ajudar os bebês

Torcicolo, Cólicas, Bolçar excessivo, Choro prolongado, Alterações do sono, Constipação, Alterações da tonicidade muscular, Alterações da forma do crânio, Hiperatividade, Otite, Dificuldades na sucção, Dificuldade da articulação de alguns sons, Rinite, Sinusite, Alguns tipos de conjuntivite.

Fonte: Revista Pais & Filhos – 07/05/2009